Retomada das ruas de São Paulo

É Carnaval! Multidões tomam as ruas da cidade de São Paulo para dançar, curtir e aproveitar o espaço público.

Hoje a cidade está no calendário como um dos melhores carnavais do país com os desfiles no Sambódromo e bloquinhos com grandes nomes da música que atraem milhares de foliões. Mas nem sempre foi assim.

A partir da decada de 1970 a cidade (principalmente os bairros de classe médio e alta) iniciou um processo de privatização dos espaços. O aumento da violência e a sensação crescente de insegurança fez que as pessoas gradativamente preferirem os espaço privado e fechados sobre os espaços públicos, começa também,a cidade, a se fechar erguendo muros e grades para separar o espaço privado do público. As construções que conversam com a cidade e as fachadas ativas estavam se tornando cada vez mais raras. Cada vez mais o espaço público era visto como inóspitos e perigoso. Praças são transformados em parques com grades, horários e regras. O espaço público remanescentes como a ser visto como contemplativo com mobiliários cada vez mais desconfortável para que não seja usado, inibir moradores de rua, e transforma espaços em cívicos em lugares de passagem.

Nesta época os bloquinhos são raros, manifestações culturais, quase todas ocorrem em lugares fechado como o Sesc.

A gentrificação chega a um grande auge até que em 2011…

Churrasquinho da gente diferenciada

Em 2011 durante o planejamento da linha 6 laranja (hoje ainda em construção) foi planejada uma estação no meio do bairro de Higienópolis, um tradicional bairro sempre ligado as elites paulistanas. A Associação de moradores do bairro fez um ofício ao governo do estado solicitando que não fosse construída a estação no meio do bairro com algumas justificativas. Esse ofício se tornou público e uma parte em questão foi muito marcada, ela alegava que a estação trairia comércio ilegal, e gente diferenciada para o bairro.

Um morador indignado a atitudes de seus vizinhos resolveu, como forma de protesto, iniciou um evento fictício no Facebook, uma chamada para um evento chamado churrasquinho da gente diferenciada que ocorreria na frente do shopping Higienópolis dia 14/05/2011. O criador do evento não tinha nenhuma intenção de comparecer ao local na data marcada, era apenas uma forma de protesto virtual. Entretanto o evento viralizou e atingiu milhares e milhares de pessoas, que confirmaram presença no evento e se manifestaram em apoio nos comentários. Ao se aproximar da data o criado do evento no Facebook recebe uma ligação da polícia para dizer-lhe que ele não poderia marcar um evento sem pagar as taxas e notificar a prefeitura, cet e polícia. Ele logo em seguida escreve sobre o ocorrido e cancela o evento no Facebook. Quase que imediatamente ativistas e advogados que estavam confirmados no evento entram em contato com o criador do evento para afirmar que a manifestação está amparada pela constituição, que o próprio fato da polícia ter entrado em contato com ele prova de que eles foram notificados e que o evento deveria acontecer. Em pouco tempo o evento volta a ativa e no dia 14 de maio de 2011 cerca de 900 pessoas se reúnem em frente ao shopping Higienópolis, com direto a mutas churrasqueiras.

Com tamanha pressão o governo volta atrás e hoje a estação está sendo construída.

Este evento é quase que um divisor de águas, ele marca a volta do interesse pela classe média em ocupar as ruas. E então surgem muitas organizações promovendo eventos em espaços públicos sejam eles políticos ou não. Se destacam algumas como o Sampapé! (Que iniciou o programa ruas abertas que tem até o hoje como resultado o Paulista aberta todos os domingos e feriados), Casa fora do eixo que organizou diversos festivais em espaço público, alguns movimentos políticos como o MBL e o Passe livre responsável pelas grandes manifestações de 2013 pelos transportes.

E com todo esse interesse pelos espaços públicos surgiram também movimentos de revitalização do espaço público como aconteceu na praça Vitor civitta pela ed. Abril, a Horta dos corujas na Vila Madalena e a Praça da Nascente na Pompéia.

E nada mais democrático e horizontal e feliz que um bloco de carnaval e aos poucos os número de blocos foi crescendo em São Paulo e tomando todos os espaços no carnaval, e um fim de semana antes e um depois.

Este ano os blocos são uma atração tão grande ou maior que o desfile do sambódromo. Pessoas vem de todo o Brasil e até de outros países (recebi um cliente que veio de Bogotá somente para os bloquinhos) para ver os bloquinhos . Este ano são 507 cortejos ao todo. Com blocos tradicionais, infantis, de rock, sertanejo e claro tradicionais como minhoqueens e casa comigo.

Então se você curte aproveite a época onde as ruas são mais ocupadas em São Paulo. E volte para a Virada cultural outro grande evento de rua, mas que merece um posto exclusivo pois também é uma boa história.

Cia Norte

Faz um tempo que não passo por aqui. Espero que estejam gostando de ver os antigos posts da Klab por aqui (dica: o Café com Alecrim foi um dos textos que mais gostei de escrever na minha vida, vale a leitura).

Cada vez mais eu atendo meus clientes particulares que vem daqui, do Instagram ou por indicação e menos trabalho pelo aplicativo da Uber. Mas mesmo assim a Uber não deixa de render boas histórias.

Numa agradável noite em São Paulo, estava sem clientes particulares rodando pela Uber. Embarco uma simpática moça e vamos conversando até seu destino. Ela me conta que veio de Cia. Norte para acompanhar um aluno dela que faria um desfile de suas peças em São Paulo para um concurso. Conversamos sobre os restaurantes da cidade e ela desembarcou em seu destino.

Na mesma noite alguns clientes depois embarco um divertido moço. Ele logo que entra já me diz: “Obrigado moço por aceitar a corrida. Você não sabe o que aconteceu eu não sou daqui, fui encontrar minha amiga neste restaurante ela não me disse que tinha dois restaurantes com o mesmo nome. Agora estou perdido e preciso encontrá-la e ela chamou o Uber para me levar no lugar certo.” Tranquilizei ele, seguimos em direção ao local correto e eu pergunto: “O senhor é de onde?” E a resposta veio: “Eu sou de uma cidade pequena perto de Londrina, não sei se o senhor vai conhecer chama Cia Norte”. Logo para meu espanto pergunto: ” por uma acaso o senhor é estilista e está em São Paulo para um concurso?” A resposta: ” Como o senhor sabe?”

São Paulo parece grande mas na verdade são muitos grupos pequenos que sempre transitam nos mesmos poucos lugares. Se você pensar na população de São Paulo, qual a chance de eu conhecer os dois na mesma noite em situações distintas? Mas se você levar em conta que eu só pego passageiros nos lugares onde meu público de viagens particulares anda. Talvez a chance não seja tão pequena assim.

Para além do arroz e feijão (por Marina de Mello)

Tenho uma amiga apaixonada por comida e viagens, ela é autora de um divertidíssimo livro intitulado “Crônicas do Perrengue: histórias de uma brasileira pelo mundo” . Disponível no Brasil pela PoloBooks. e no resto do mundo pela Amazon.

Apesar de ter viajado por muitas regiões e países diferentes nada a preparou para o choque alimentar que seria morar na Republica Checa. Aqui neste artigo ela conta um pouco desta experiência, e conta muitas outras histórias nas Crônicas do Perrengue.

Para além do arroz e feijão

Por: Marina de Mello, autora do livro “Crônicas do Perrengue: histórias de uma brasileira pelo mundo”

Eu costumava dizer que me mudei para República Tcheca carregando “apenas” duas malas de viagem. A verdade é que, observando hoje, eu vejo que aquelas eram apenas as bagagens “visíveis”. Junto com elas vieram mais umas três pesadas maletas invisíveis, preenchidas com todos os meus velhos hábitos e crenças. Sem dúvidas, a mala mais pesada foi aquela dos hábitos alimentares. Como uma boa amante de comida, eu grudei nessa mala e não queria mais largar!

“Um mundo sem arroz e feijão? Imagina! Impossível de se adaptar”, eu pensava.


Foi com essa mentalidade que tive de encarar os primeiros dias na cantina do trabalho. Eu passava trinta minutos andando de um lado para o outro, tentando entender o conceito. Primeiro, era preciso passar pela área das saladas, que eram servidas em um prato separado. A minha impressão é que sempre disponibilizavam dez tipos diferentes de repolho, três cortes únicos de pepino e alguns vegetais surpresas. Quem nunca cuspiu fogo comendo raíz-forte achando que era repolho ralado que dê a primeira risada!  Foi assim, na surpresa, que eu conheci a salsinha crespa, o aipo-rábano, a couve-rábano e a cheróvia, legumes dos quais eu nunca havia ouvido falar.

 
Salsinha CrespaCouve-RábanoAipo-RábanoCheróvia

Concluída a saga das saladas, era hora de escolher o prato do dia, o famoso prato feito. Lá, eu passava mais quinze minutos só tentando entender o que eram, pois os nomes estavam todos em tcheco. As opções de menu da cantina não eram nada diferentes daquelas dos restaurantes tchecos espalhados pela cidade. O astro principal é a carne de porco, que é preparada de diversas formas: cozida, assada, frita ou grelhada. O frango também é bastante comum. As carnes são normalmente servidas com batatas (aliás, se tem uma coisa que essa parte do mundo ama, é batata), sendo outros acompanhamentos comuns o arroz, a lentilha e os dumplings.  Este último é bem famoso e servido com pratos que contém molho. Ele tem a textura de uma massa bastante mole e o gosto é neutro. É um elemento pouco compreendido entre  os estrangeiros (inclusive eu!), apesar dos tchecos amarem!

Svíčková – Carne assada servida com molho levemente adocicado, chantilly, molho de cramberries, limão e dumplings.


Embora os pratos sejam em sua maioria servidos com carne, há algumas opções típicas vegetarianas. Já ouviu falar de couve-flor empanada e frita? Pois sim, ela existe! E fica ótima! Uma outra maravilha é o queijo empanado e frito. Normalmente é feito com o holandês gouda ou o francês camembert. Os tchecos empanam e fritam até cogumelos! Só perdem para os chineses. Uma terceira opção se parece mais com uma sobremesa, mas é servida como prato principal. Uma panqueca doce coberta com molho de baunilha e geleia de mirtilos. É muito saborosa, mas confesso que quando bate aquela fome no almoço, um prato salgado é bem mais apetitoso!


No começo era muito difícil para o meu cérebro assimilar essa composição dos pratos. Carne com batata é “mistura com mistura”. Eles comem só mistura? Cadê o resto? Demorou para que eu começasse a entender que existe vida feliz para além do arroz e feijão.

Smažený řízek – Carne de vaca, porco ou frango empanada e frita, servida com salada de batata.

O mais interessante é que não foi somente à comida que eu precisei me adaptar, mas também ao “ritual” de como se alimentar dos tchecos. Uma das mais marcantes características é que eles não dividem os pratos entre si. Como era de se esperar, eu descobri isso da pior forma, quando participei de um churrasco. Eu levei só uns pedaços de carne, achando que dividiríamos os alimentos. Chegando lá, cada um abriu seu potinho de comida (contendo linguiças, cogumelos, alguns legumes e pão), colocou em um cantinho da grelha e cada um comeu o seu! Passei a tarde inteira com vontade de provar a comida do vizinho, mas não era nada apropriado! Lição aprendida!

Com o tempo, tudo foi se ajeitando! Nosso cérebro é extremamente adaptável, e com um pouco de repetição, ele vai se ajustando a novas realidades e aprendendo a gostar do novo.  E o arroz e feijão? Bom, de vez em quando eu ainda como, mas não é essencial! Apesar de não ser comum na República Tcheca, há outros países que são apaixonados por essa combinação. Na Costa Rica, por exemplo, eles comem arroz mexido com feijão e coentro no café da manhã! Já na Turquia, o feijão é preparado como salada! Adivinha como eu descobri? Sim, jogando a salada de feijão (que deveria ser comida como entrada) em cima do meu arroz (que era prato principal), durante um jantar super formal. Mas tudo bem, eu aprendi a fazer cara de plena mesmo quando eu cometo uma gafe, questão de sobrevivência.


Ao me desfazer da minha pesada mala de velhos hábitos, eu fui abrindo espaço para novos gostos, temperos e sabores, e isso é extremamente rico e gratificante. Eu achei que isso não aconteceria, mas hoje meu mundo é composto por salada no café da manhã, iogurte com sal como bebida no jantar e raíz-forte de acompanhamento! A vida tem muito a nos ensinar se nós simplesmente nos permitirmos reescrever aquilo que somos e gostamos a cada dia!

Por: Marina de Mello, autora do livro “Crônicas do Perrengue: histórias de uma brasileira pelo mundo”

Site: www.marinademello.com

Ig: @tourdoperrengue

O que são Trufas?

Trufas

As Trufas são os fungos mais cobiçados da gastronomia. Diferente do champignon ou shitake que crescem na superfície, a trufa cresce na raiz de alguns tipo de árvores em climas frios, e as variedades mais cobiçadas só podem ser colhidas no verão. Elas crescem naturalmente no Sul da França, na Itália e na Croácia. As Especies mais cobiçadas são a Tuber melanosporum (Trufa Negra) e a Tuber Magnatum (Trufa Branca) a mais rara das trufas. Os melhores exemplares da Tuber Magnatum custam milhares de dolares o Kg.

O Sabor

As Trufas são um dos poucos ingredientes da gastronomia para o qual não existe nenhum substituto. Seu gosto é muito marcante e e incomparável. seus principais aromas são:

Composto:Também Presente em:
DiacetilFrutas Vermelhas, Caramelo, Manteiga
Dimetil sulfetoEnxofre, Repolho, Alho
IsobutanolMaça, Angostura, Manteiga

 
Algumas das combinações que fazem as trufas brilharem são:

  • Alho
  • Arroz
  • Aspargos
  • Bacon
  • Beterraba
  • Champagne
  • Grãos
  • Lagosta
  • Manteigas e Óleos Vegetais
  • Morango
  • Nozes
  • Ovos
  • Queijos
  • Tomate

O Preparo

As Trufas Brancas devem ser consumidas cruas, raladas ou em laminas sobre os pratos prontos, elas perdem todo o aroma quando aquecidas.
As Trufas Negras ao contrário das Brancas tem seu aroma enriquecido quando aquecidas, mas se muito aquecidas também acabam perdendo o aroma, portanto devem ser usadas nos últimos minutos do cozimento dos pratos.

Por que a Trufa tem cheiro de gás?

Na Verdade a pergunta correta seria porque o gás tem cheiro de trufa? 
Tando o GLP como o Gás Natural são inodoros, invisíveis  e muito perigosos, por isso todas as companhias de gás do mundo adicionam cheiro ao gás para que seja facilmente detectado quando há vazamentos. 
No Brasil e na maior parte do mundo é usado o Mercaptano para dar cheiro ao gás, ele foi escolhido pois é um odor muito pronunciado e raro na natureza e ele tem um componente em comum com a Trufa e o Repolho que é Dimetil-Sulfeto, o que justifica as pessoas associarem o cheiro de gás à Trufa ou ao Repolho.

Truficultura

Durante muito tempo as trufas só eram encontradas naturalmente em florestas de clima frio e como eram um dos alimentos favoritos dos porcos selvagens, eles eram utilizados para encontrá-las. Posteriormente quando a tecnologia nos permitiu isolar e sintetizar o DMS (DiMetil Sulfeto) começaram a treinar cães farejadores para encontrar as trufas, eles tem uma grande vantagem sobre os porcos, pois quando encontram as trufas não tentam comê-las.

Hoje com as Técnicas de Agro Floresta é possível recriar bosques heterogêneos com as condições ideias para o crescimento de trufas. Esse sistemas são complexos e muito sustentáveis favorecendo a manutenção do solo rico e a presença de animais silvestres diferentemente de mono culturas.

As trufas por crescerem nas raízes das arvores são muito sensíveis a Agrotóxicos e seu uso torna as trufas improprias para consumo, por isso quase todas as truficulturas no mundo são orgânicas.

A Trufa Brasileira

Pesquisadores da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) No Rio Grande do Sul, encontraram e verificaram a presença de Trufas Turbe Borchii em Nogueiras na região em 2017.
Entretanto como os fazendeiros da região usam uma quantidade grande agrotóxicos na nogueiras portanto as trufas são improprias para o consumo. 
De lá para cá foram plantadas nogueiras na região em condições ideias para o crescimento das trufas e são mantidas em cultivo orgânico. Embora alguns restaturantes já usem a Trufa Brasileira, estimasse que as trufas brasileiras só estarão amplamente disponíveis no mercado em 2021.

A Fraude

Um dos compostos da Trufa Branca foi isolado o bis(metiltio)-metano e hoje é sintetizado a baixo custo o que tornou o azeite “trufado” amplamente difundo e ele dá uma ideia muito boa do que é o gosto da Trufa. Segundo Niki Segnit, autor do dicionário de sabores, o azeite trufado (artificial) “é como ler as notas comentadas sobre Anna Karenina, em vez de o romance propriamente dito, para saber do que se trata o livro.” 

O Azeite de Trufa Negra da Kittychenlab

Nosso Azeite de Trufa Negra, assim como todos nosso produtos, não usa nenhum produto sintético ou artificial, trabalhamos com a Trufa Negra (Tuber melanosporum) Italiana. Nosso método de preparo no Sous-Vide com temperatura precisamente controlada nos permite aquecer a a trufa o suficiente para liberar todo o seu aroma, mas não o bastante para perder as propriedades do azeite extra-virgem.

Nosso Azeite possui um aroma mais brando que o artificial porem muito mais complexo e rico em sabor com notas frutadas, doces, almiscaradas e pungente


 
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Bonus

Trufas de Chocolate

As Trufas de Chocolate não contém Trufas elas são feitas com uma Ganache envolvida em Chocolate Temperado. Elas foram criadas na França no final do Século XIX e era anunciada como a essência do chocolate concentrada em uma mordida. Elas ganharam esse nome por serem externamente muito semelhantes as Trufas Negras muito comuns na região Périgord.

Você pode ver em nossas receitas Três idéias incríveis de ganaches super originais para suas trufas de chocolate e uma super dica de como enrolar as trufas de chocolate.

Trufa de Chocolate com Caramelo Salgado, Café e Whisky

Trufa de Chocolate Amargo com Café

Trufa de Chocolate Branco com Chá Verde

Dicas para Enrolar Trufas de Chocolate.

As Trufas de Chocolate combinam muito bem com os Azeites de Alecrim e de Pimenta

Não deixe de ver também nossa receita de Brigadeiro de Leite Ninho Recheado com Nutella

Os Tipos de Manjericão

O Manjericão é um grupo de plantas da família das plantas mentoladas ou Lamiaceae.

O Manjericão é cultivado pelo menos desde 807AC. Muitas pessoas atribuem a origem do manjericão a Índia, mas existem evidencias que antes da Índia o manjericão era cultivado na província de Hunan na China.

Por ser uma planta de fácil cultivo e que pode ser mantida dentro de casa o manjericão se espalhou para o mundo todo. Ganhou protagonismo na culinária Italiana e destaque na medicina oriental.

Durante toda essa andança o manjericão sofreu varias mutações e cruzamento com outras espécies, e hoje estima-se que existam cerca de 300 variações do manjericão. Entre elas o Manjericão Roxo, o Manjericão de Folha Larga e o Manjericão Italiano, mas também tem Manjericões de uso paisagístico e decorativo além do uso culinário.

O Sabor do Manjericão

Se você nunca comeu Manjericão, o sabor predominante do manjericão é mentolado e refrescante em todas as espécies; Os sabores que descrevemos abaixo são as nuances de cada espécie.

Para que Serve o Manjericão

Uso Culinário

De sabor inconfundivelmente mentolado, marcado e presente. Ele é o principal ingrediente do molho pesto e faz uma combinação imbatível com o tomate. Suas folhas podem ser usadas cruas ou levemente cozidas (eles ficam negras se cozidas por muito tempo), suas flores também são comestíveis, ficam lindas na salada e são excelentes para fazer chás. As diferentes variedades descritas abaixo podem dar um toque do especial ao exótico na suas criações.

Uso Medicinal

O Manjericão é anti-inflamatório, bactericida e rico em antioxidantes, muitas vezes usado para acalmar o estomago, aliviar os sintomas do resfriado e da gripe, e para tratar picadas de insetos. Ele é administrado como chá ou inalado.

Seu óleo essencial é usado em aroma terapia.

A variedade tulsi ou manjericão sagrado é muito utilizado na medicina Ayurveda e Tamil.

Uso Paisagístico

Algumas variedades de Manjericão possuem flores e folhagem muito exuberantes ou formam arbustos simétricos e organizados e são utilizados no paisagismo. Com a vantagem de também serem comestíveis caso falte tempero na cozinha.

 

Vamos falar de algumas variedades:

Manjericão Doce (Sweet Basil)

É o manjericão mais comum no mundo, mas não o mais comum no Brasil. Ele tem folhas grandes e lisas Tem o sabor um pouco menos mentolado que o Manjericão Alfavaca (O mais comum no Brasil).

Manjericão Genovês (Basilicão ou Basilico)

Essa variação se assemelha o Manjericão Doce, mas tem as folhas um pouco maiores e levemente enrugadas tem sabor semelhante e ainda menos mentolado que o manjericão doce.

Manjericão Alfavaca

Esse o Manjericão mais comum no Brasil. Tem folhas pequenas e abundantes seu sabor é próximo ao manjericão doce porem mais mentolado.

Estes três manjericões são as espécies mais utilizadas no Brasil e compõe 90% do que você vai encontrar como, apenas, manjericão.

Manjericão Sagrado, Manjericão Santo ou Tulsi (Holy Basil)

Esse é o Manjericão que escolhermos fazer nosso azeite de Manjericão. Ele é bem mentolado e tem notas de picância no after taste (aquele gostinho que fica na boca depois que comemos). Sua folha é média e se assemelha à folha do manjericão alfavaca porém um pouco maior e um verde mais claro.

Esse manjericão é muito comum na Índia e no oriente onde recebe o nome de manjericão sagrado pois seu chá é comumente usado na Ayurveda, pelo seus poderes de cura, e sua folhas e caules são usados na tradição Vaishnava do Hinduísmo. 

Acredita-se que seja a melhor espécie de manjericão para melhorar a imunidade.

Manjericão Italiano ou Manjericão de Folha Larga

Esse Manjericão tem folhas grandes como o Manjericão genovês, mas elas tem aparência e formato mais parecidos com do Manjericão alfavaca. Ele é o mais doces dos manjericões mas sem perder o característico mentolado.

Manjericão Alface (Lettuce Leaf Basil)

Menos mentolado que as variações anteriores esse manjericão tem folhas enormes que parecem um cruzamento de folhas de alface com folhas de couve. Pelas folhas enormes e a velocidade de crescimento esse manjericão é o mais produtivo de todos. Quase toda a produção é usada pela indústria para fazer produtos como molho pesto pronto para consumo, e em alguns países ela é usada como o embrulho em pratos semelhantes ao wrap ou panqueca.

Manjericão Limão (Pak i Tou)

É o Manjericão mais comum no Laos, muito presente também na Indonésia e no nordeste africano. Ele tem um forte aroma cítrico além do tradicional mentolado. No Laos é muito usado em cozidos e sopas e na Tailândia em peixes.

Manjericão Tailandês (Horapha)

O Manjericão Tailandês tem folhas verdes médias e flores roxas. Seu sabor tem notas pronunciadas de anis e notas suaves picantes.
Alias, na Tailândia se cozinham com pelo menos três espécies de manjericão para diferentes fins culinários são elas: manjericão tailandês, manjericão limão e manjericão sagrado.

Manjericão de Natal (Christmas Basil) 

Ele é um cruzamento do manjericão tailandês com o genovês. Na maioria das vezes ele é cultivado como uma planta ornamental pela sua bela folhagem e flores roxas; mas também é comestível e apresenta um sabor muito frutado que limita mais seu uso culinário, geralmente é usado somente em saladas.

Manjericão Canela (Cinnamon Basil)

Esse Manjericão também é muito ornamental com seus caules vermelhos, folhas verdes e flores roxas. Tem um Odor doce e sabor levemente picante com um after taste (aquele sabor que fica despois que comemos o alimento) de canela.

Manjericão Grego (Greek Basil)

Esse é um Manjericão que não cresce mais que 20cm de altura sendo uma ótima opção para pequenos espaços. Suas folhas são bem pequenas e arbusto muito cheio, sendo usado as vezes para decoração. Seu sabor se assemelha ao manjericão doce.

Spicy Globe Basil

Esse também é uma planta pequena e compacta como o Manjeicão Grego, mas seu sabor tem toques de picância.

Manjericão Anão (Summerlong Basil)

Essa variedade de manjericão cresce muito rápido, é um uma planta compacta também e está produzindo de 1 a 2 meses depois de plantada a semente.

Green Ruffles

Este é uma subespécie do manjericão alface. Suas folhas de formato peculiar deixam qualquer salada linda. Seu sabor é um dos mais complexos com notas cítricas, de anis e canela.

Cardinal Basil

Essa variedade chama muito a atenção pelas belíssimas flores vermelho-arroxeado. Essa variedade é conhecida por ser ótima para ser infusionada (chás, óleos e vinagres).

Manjericão Roxo (Purple Basil)

O manjericão roxo tem as veias folhas roxas e folhas entre tons de verde a roxo. Seu sabor não é tão doce como a maioria dos manjericões tem notas que lembram alho.

Dark Opal Basil (Manjericão Roxo)

Essa subespécie de manjericão roxo tem as folhas muito roxas. Ela foi desenvolvida por John Scarchuk and Joseph Lent na Universidade de Connecticut nos anos 1950. O Roxo muito intenso de sua folha fazem deste manjericão um ótimo aliado para decorar arranjos ou pratos e também são usados na indústria para produzir corante vermelho. Seu sabor é o mesmo do manjericão roxo. Não se recomenda cozinhar as folhas de manjericão roxo, apesar delas manterem o sabor elas se tornam pretas e pouco apetitosas.

Manjericão Azul (African Blue Basil)

Ele é o cruzamento da Cânfora com o Dark Opal Basil. Essa variedade é estéril, não produz sementes, sua proliferação se dá apenas pela estaquia (corte de uma parte da planta e depois replantá-la) . Esse manjericão chama a atenção pelas flores azuis, suas folhas nascem roxas e se tornam verdes quando adultas. Esse é uma das poucas espécies de manjericão que não é perene.
Muitas pessoas não gostam de usar o manjericão azul na comida pelo seu cheio de canfora mas quem faz um pesto com este manjericão diz que o sabor e inigualável e suave.

Escreva nos comentários, qual manjericão você gosta ou cultiva.

O Azeite de Manjericão da Klab

Nosso Azeite de Manjericão é feito com o Manjericão Sagrado (ou tulsi) que além do frescor e mentolado marcante do manjericão deixa um bem sutil toque de picância no final. 
Ele foi nosso primeiro azeite a até um hoje é um grande sucesso da marca.
Extremamente versátil e marcante, com certeza, vai elevar o sabor nos seus pratos.

Café com Alecrim

Ahhh! o Café!

Essa bebida que move boa parte da nossa sociedade; ele é segunda bebida mais consumida no mundo perdendo apenas para a água.
Essa bebida é tão especial que até a sua historia é cheia de lendas e personagens.

Nós nos propusemos um desafio. Será que conseguimos criar algo surpreendente em cima da experiência apaixonante que é tomar um café recém coado? Bem, nós conseguimos.

Mas vamos por partes você conhece a história do café? Veja também com surge o café Mundo Novo, a assinatura do café brasileiro, e mais sobre agrofloresta no café do Campo Místico.

A História do Café

Acredita-se que o café seja originário do planalto da Etiópia, e a lenda diz que um pastor de cabras chamado Kaldi começou a observar que as cabras que se alimentavam de um determinado fruto eram mais agitadas e saltitantes. Então, ele resolveu contar sobre sua descoberta para um monge do monastério da sua região. 
O monge fez uma bebida com o fruto e notou que ele ficou acordado por longas horas depois das rezas noturnas; e, de boca em boca, a noticia foi se espalhando sobre as cerejas energizantes.

Até que no século XV na Região do Yemen iniciou-se a produção e comercialização do café.

No Século XVI o café já era muito consumido na Arábia, Pérsia, Síria, Egito e Turquia. Não somente dentro das residências como nas qahveh khaneh (Casas públicas de café). Casas essas que eram muito frequentadas e um importante ponto de convívio social.

Nestes Cafés as pessoas se informavam das noticias, ouviam musica, jogavam xadrez ou outros jogos, e acima de tudo conversavam muito, chegando, os cafés, a serem citados como “Escola dos Sábios”.

As Escolas dos Sábios foram difundidas pelos milhares de viajantes que vinham a Meca e o café passou a ser conhecido como o vinho das arábias.

No século XVII o café já era popular também na Europa. Junto com a popularidade veio a controvérsia. Em 1615, em Veneza, o café foi considerado como uma bebida do Satanás, o debate foi tão grande que o Papa Clemente VIII resolveu experimentar a bebida; e conferiu a sanção papal ao elixir.

Na Europa as casas de café também se popularizaram muito rapidamente e na Inglaterra eram conhecidas com “penny universities” uma vez que eram um ponto convívio e aprendizado e uma xicara de café custava 1 penny

Mais ou menos nesta época também que as bebidas matinais foram sendo substituídas da cerveja ou vinho para o café. Afinal quem tomava o café no lugar da cerveja ou do vinho já iniciava o dia com mais energia e o trabalho rendia melhor.

Na época das grandes navegações os  governantes europeus, vendo a alta demanda por café, julgaram importante aumentar a produção, portanto enviaram mudas de café para todos os cantos do globo, assim que o café chegou em Nova Iorque, Sumatra e Java.

Mas não foi assim que o café chegou ao Brasil…

Em 1714 o prefeito de Amsterdam presenteou o rei Luis XIV da França com uma muda de café. O rei então plantou no Jardim Botânico Real em Paris. 

O Oficial da Marinha Gabriel de Clieu foi encarregado de levar um muda de café de Paris à Martinica. Essa viagem teve tudo para dar errado desde ataque pirata até sabotagem (poderia escrever um post inteiro só sobre essa viagem). Mas mesmo com todos os revezes a muda chegou em segurança a Martinica e se adaptou tão bem ao clima do caribe que desta muda se originou todos os cafezais da América Central, América do Sul e Caribe.

Da Martinica a produção se espalhou até a Guiana Francesa.

Em 1727 o sargento-mor português Francisco de Melo Palheta, que estava estacionado no Maranhão, foi ordenado à Caiena conversar com o Governador da Guiana Francesa para restabelecer as fronteiras determinadas pelo Tratado de Utrecht de 1713. Mas como Portugal ainda não possuía mudas de café ele tinha uma missão secundária de trazer mudas de café de volta ao Brasil.
Chegando em Caiena depois de alguns dias de negociação, ele obteve sucesso em estabelecer as fronteiras, porém o governador não quis doar as mudas de café. O sargento-mor percebeu que a esposa do governador o olhava com demasiada atenção, então ele à seduziu, e no seu último dia, ela o presenteou com um buque de flores e no meio do buque sementes de café suficientes para iniciar uma produção, pelo menos é o que reza a lenda.

Na volta da missão as sementes foram plantadas no Pará, de lá iniciou-se a produção no Maranhão, e só então as sementes foram levadas ao Rio de Janeiro (Capital do Brasil na época). Só chegaram ao Vale do Paraíba por volta de 1820.

Por que Alecrim

De toda a Familia Lamiaceae (os mentolados) o Alecrim provavelmente é o mais mentolado de todas as plantas.

Os mentolados são uma família de plantas que nos intriga muito, pois além de serem refrescantes sem estar na geladeira, e de ser um sabor aceito quase que universalmente. Eles alteram a nossa percepção dos outros sabores.

Por exemplo, eles podem ressaltar a doçura do tomate, diminuir a percepção de gordura em um prato muito gorduroso, diminuir o a percepção do álcool em uma bebida alcoólica.

E o que o Alecrim faz no café?

Pois é o Alecrim também altera nossa percepção do café. Eles carrega um frescor que era de se esperar, mas também ele mascara a acidez do café. Quanto menos torrado o café mais perceptivo é o efeito e fica muito mais fácil perceber as notas frutadas de cada variedade de café.

A Experiência

No começo do blog dissemos que conseguimos surpreender na experiência de um café recém coado, veja aqui como funciona:

Você vai precisar de

Passo a Passo

  1. Experimente o café perceba suas nuances e after-taste
  2. Coloque o Azeite de Alecrim em um pedaço (não muito grande) de pão
  3. Coloque o pão com azeite na boa, mas não engula
  4. Tome o café com o pão com azeite na boca
  5. Aprecie a transformação do café
  6. escreva nos comentários o que sentiu

O Azeite Campo Místico

Não contentes em fazer este experimento resolvemos misturar café, alecrim e laranja em no nosso Azeite Campo Místico. E não usamos qualquer café usamos a variedade Mundo Novo do Campo Místico (veja abaixo)

Esse é um azeite com um toque de cítrico que transformar em frescor e deixa no after-taste aquele gostinho do primeiro café da manhã.

Não deixe de experimentar!

A Variedade de Café Mundo Novo

O café é uma planta de flores hermafroditas. Ele não de depende da polinização por abelhas ou outros animais, é uma planta que se auto fecunda. Por isso é muito raro que haja o cruzamento natural entre variedades diferentes de café.

Mas mesmo assim em Urupês, SP (Antigamente chamada de Mundo Novo, SP). Os cafeicultores notaram o surgimento de uma planta, alta, vigorosa, que produzia furtos muito doces e de baixa acidez. Chamaram o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que concluiu que essa era um cruzamento natural entre as variedade Bourbon Vermelho e Sumatra. Através do aprimoramento pela seleção de mudas, assim nasceu a variedade Mundo Novo (batizada pelo nome da cidade onde foi descoberta em 1952)

Esse sabor característico da Variedade Mundo Novo foi que conferiu ao Brasil o fama de melhor café do mundo. Entre Mundo Novo e Catuaí Vermelho está 80% da plantações brasileiras.

O Campo Místico

A Adriane e o Valmor, um casal muito simpático e falante, eram daquelas pessoas que não gostavam de café, para eles o café era quase como um remédio que precisavam tomar de manhã para iniciar a trabalhar.

Quando iam a Bueno Brandão (onde hoje é a plantação do Campo Místico) a cada visita que faziam sempre lhes eram servidos café, mas este café social tinha um sabor mais interessante que aquele remédio matinal. Aos poucos foram notando a diferença de um café (destes baratos da prateleira do mercado) para um café especial.

Em 2003 passaram, então, a estudar sobre o café e plantar pés de café na fazenda em Bueno Brandão. Mesmo plantando a variedade Mundo Novo, no começo o sabor do café ainda não trazia aquele calor no coração, com muito mais estudo, visitas a muitas feiras e outros produtores, fomentando um circulo de amizades e ajuda, aos poucos aquele sabor que acalanta o coração foi se tornando mais real.

Optaram por fazer a colheita manual e seletiva e a secar o café com a casca ao natural (no sol) em terreiro suspenso e cada vez mais aprimorar o café

Em 2017 os estudos os levaram as iniciar uma transformação na lavoura, estavam aprendendo sobre a agrofloresta. Esta técnica de heterogeneidade na lavoura, não só trazia uma sombra para quem realiza a colheita como também resulta em um solo mais rico e frutos maiores e mais doces. Ainda que a produção diminua um pouco, o resultado é um sabor muito mais aprimorado e um meio ambiente muito mais preservado.

 O Campo Místico foi um dos pioneiro no uso da agrofloresta para o plantio de café no Brasil e seu resultado pode ser sentido em um xícara de café ou em nosso Azeite Campo Místico

Site do Campo Místico

12 Temperos para te transformar em um chef

Hoje vamos indicar alguns temperos que são muito versáteis e podem adicionar muito sabor a suas receitas. Temperos que todo chef deveria ter em sua casa.

Os Temperos

Alecrim

O Alecrim apresenta traços de eucalipto com notas florais e adocicadas, ainda assim combina muito bem com salgados e doces. De sabor marcante, o alecrim, quase nunca passa desapercebido no prato; combina muito bem com:

  • Azeites
  • Batata
  • Carnes
  • Chocolate
  • Defumados
  • Limão
  • Peixes
  • Queijos

Canela

A Canela é doce, quente e levemente amarga. Muito utilizada para os preparos doces, ela pode surpreender quando usada em preparos salgados. Combina muito bem com:

  • Bebidas alcoólicas e não alcoólicas
  • Café
  • Chocolate
  • Frango
  • Frutas
  • Pães

Capim Cidreira

Um tempero refrescante, aromático e levemente cítrico; também conhecido como Capim Santo ou Capim Limão (mas não é o mesmo que a erva cidreira); muito utilizada na culinária do sudeste asiático. Você vai encontrá-la em pratos salgados como em doces e bebidas alcoólicas ou não. Combina muito bem com:

  • Arroz
  • Bebidas alcoólicas e não alcoólicas
  • Bolos
  • Chás
  • Frutas Cítricas
  • Frutas Silvestres
  • Frutos do Mar
  • Leite de Coco
  • Peixes
  • Sucos
    Coentro

Muito difundido na nossa culinária, porém controverso. A relação das pessoas com o coentro é de amor ou ódio; tempero forte, levemente refrescante, com gosto bem marcante e por isso deve-se tomar muito cuidado ao utilizá-lo. Seu gosto se altera com o calor, portanto ele deve ser acrescentado no final do preparo ou servido cru. Combina muito bem com:

  • Abacate
  • Batatas
  • Frutas cítricas
  • Peixes
  • Tomate

Cravo

Muito perfumado, o cravo tem um gosto bem amadeirado. Sua presença nos doces tende a torná-los desinteressantes para as formigas, tradicionalmente se coloca cravo no açucareiro para afastá-las. Muito utilizado na culinária da Indonésia e da Índia. Combina muito bem com:

  • Baunilha
  • Café
  • Carnes
  • Coco
  • Doces
  • Frangos

Dill

Inicialmente doce seguido de um amargo, possui sabor complexo com notas de anis. Combina muito bem com:

  • Batata
  • Beterraba
  • Cogumelo
  • Cordeiro
  • Leite e derivados
  • Peixes
  • Pepino

Gengibre

De gosto terroso, levemente cítrico e com um leve ardor. Ele é muito versátil na cozinha e seu sabor marcante dá um toque especial em pratos salgados, doces e bebidas alcoólicas ou não. Combina muito bem com:

  • Bebidas alcoólicas e não alcoólicas
  • Carnes
  • Chocolate
  • Doces
  • Frangos
  • Peixes

Lemon Pepper

Aromático, cítrico e picante. Existem várias receitas de lemon pepper. Ele é um tempero composto basicamente de: pimenta do reino preta, raspas de limão e sal. Pode ser encontrado pronto em diversos supermercados. Combina muito bem com:

  • Batatas
  • Carne
  • Patês
  • Peixes
  • Saladas

Manjericão

Rico em sabor e muito adorado, o manjericão apresenta um frescor e paladar muito aromático, levemente ácido e cítrico. Muito utilizado na culinária italiana, em massas, bases, molhos, bebidas alcoólicas ou não. Normalmente utilizado na preparação de salgados, ele pode ser surpreendente em algumas preparações doces.

  • Azeites
  • Bebidas alcoólicas e não alcoólicas
  • Chocolate Branco
  • Frutas cítricas
  • Massas
  • Ovos
  • Queijos
  • Tomate

Noz Moscada

Um dos nossos ingredientes favoritos, a noz moscada tem um sabor quente, amadeirado e muito presente. Ela torna pratos cremosos e doces menos enjoativos. Combina muito bem com:

  • Batatas
  • Bebidas alcoólicas e não alcoólicas
  • Carnes
  • Chocolate
  • Couve-flor
  • Frango
  • Maçã
  • Ovos
  • Queijos
  • Tomate

Sálvia

Levemente amarga com traços de limão. Tem seu sabor realçado em pratos amanteigados. Combina muito bem com:

  • Abóbora
  • Carne de Porco
  • Defumados
  • Massas
  • Molhos
  • Queijos
  • Tomate
  • Tomilho
  • Zimbro

Tomilho

Com traços cítrico, aromático e herbáceo. Ele é o ingrediente principal das ervas de Provence. Cada vez mais vem sendo usado nos preparos doces e bebidas. Combina muito bem com:

  • Bebidas alcoólicas e não alcoólicas
  • Carne
  • Cogumelos
  • Drinks
  • Frutas Silvestre
  • Limão
  • Massas
  • Sálvia
  • Sopas
  • Tomate

Veja agora três receitas muito simples onde os temperos fazem toda a diferença.

Conheça um pouco mais sobre esses incríveis temperos:

Alecrim: Muito utilizado em peixes e carnes. O alecrim é utilizado há séculos para tratamento de enxaqueca através da inalação de água fervente com alecrim. Um estudo mais recente atestou que o cheiro do alecrim melhora também a memória e humor dos pacientes.

Canela: Um estudo da universidade de Copenhague revelou que meia colher de chá de canela e uma colher sopa de mel todas as manhãs causa um alívio significativo nas dores originadas por artrite. A canela também é um excelente alimento para quem tem diabetes tipo 2, pois ajuda a controlar o nível de açúcar no sangue.

Capim Cidreira: É utilizado na indústria cosmética em produtos para a pele. Mas seus benefícios não param por aí, possui propriedades: calmantes, analgésicas, digestivas, diuréticas e expectorante.

Coentro: No Brasil somos muito familiarizados com as folhas do coentro, mas na culinária oriental e africana também são muito utilizados as sementes e raízes do coentro. As sementes do coentro são uma excelente fonte de colesterol bom (HDL) e ajudam a regular o ciclo menstrual das mulheres. As folhas do coentro quando consumidas cruas reduzem enormemente o nível de açúcar, portanto pode ser utilizado na finalização de pratos para pessoas que sofrem de obesidade ou diabetes.

Gengibre: em algumas culturas é conhecido como o tempero da mulher, por esquentar os pés frios, aumentar a libido durante a menopausa e prevenir náuseas durante a gravidez. A digestão do gengibre é exotérmica, aquecendo o corpo, portanto é um excelente tempero para as noites frias de inverno. O gengibre funciona como protetor estomacal quando ingerido antes do consumo de álcool e medicamentos. O gengibre é, ainda, usado por cantores profissionais para tratar rouquidão.

Manjericão: Altamente nutritivo, rico em vitaminas e minerais, tem propriedades antibacterianas, auxilia no fortalecimento do sistema nervoso, pode ser usado também no tratamento de picadas de inseto.

Noz Moscada:  A noz moscada funciona como catalizador para quebra de gordura e colesterol, portanto se aliada a exercícios físicos diários pode ajudar no processo de emagrecimento. Além disso, a noz moscada ajuda a regular o trato intestinal, melhora a circulação sanguínea, e é relaxante.

Sálvia: Ela é antioxidante, favorece o transito intestinal, evita a retenção de líquidos.

Tomilho: Poderoso antioxidante. Auxilia na digestão de comidas com alto teor de gordura e ajuda a preservar as carnes.

Sobre o Kittychenlab

O Kittychenlab surgiu para registrar o resultado das experiências gastronômicas que realizamos. Além dos dois chefs principais, temos também convidados que trazem suas receitas pessoais para compartilhar com todos.

Nossos vídeos são curtos, dinâmicos e práticos. Não acreditamos em vídeos extensos onde as pessoas falam e falam por horas, e dificilmente aparecemos neles, pois o astro de nossos vídeos é a comida.

Muitos vídeos e dicas para ensinar você a pilotar o fogão de sua casa em nosso canal do youtube. Venha conferir.

Fontes:

Segnit, Niki. Dicionário de Sabores: 2010. Casa da palavra

Folha de São Paulo.

http://www.saudedica.com.br/
http://colegioweb.com.br/

http://melhorcomsaude.com/

Presentes de Natal

O Natal está chegando e você não sabe o que presentear seus familiares, amigos, colegas e inimigos?

Além dos deliciosos azeites da Klab, que são ótimas sugestões de presentes eu pertenço a uma rede de produtores artesanais que fazem todo tipo de produtos como bolsas, carteiras, quebra-cabeças, roupas infantis, chás, cafés, objetos de decoração, plantas. Alguns deles podem ser vistos na loja do Mercado Conecta, mas caso precise de ajudar pode me escrever e te ajudo a encontrar um presente sensacional

Não só de produtos são feitos os presentes. Se a ideia é trolar um amigo ou inimigo o site matracada é uma excelente opção de surpresa a um preço acessível.

Precisa entregar seu presente e não sabe como posso usar meus conhecimentos a te ajudar na melhor maneira de fazer seu presente ou experiência chegar onde ele precisa.

Estou a disposição através dos link.

GP Brasil de Fórmula 1 50 anos

Nos dias 10 a 13 de Novembro de 2022 acontece o Grande Prêmio São Paulo de Fórmula 1. Vamos aqui contar um pouco da história do Grande Prêmio e do autódromo de Interlagos.

Mas antes de começarmos se você estiver por São Paulo entre 18 de outubro e 20 de Novembro, não deixe de visitar a exposição 50 anos de GP no Brasil que acontece na Oca do Parque do Ibirapuera.  Com carro, capacetes, trofeus e exibições multimedia sobre a história das proves em São Paulo e no Rio de Janeiro.  Os Ingressos podem ser adquiridos através deste link.

E se você precisar de translado ou indicações sobre São Paulo quando vier me procure aqui.

A primeira corrida pública de São Paulo ocorre em 1908 com largada em frente ao parque antártica (hoje Allianz Parque) e um trajeto de 75km que ia até Itapecerica da Serra.  Está prova reuniu o maior número possível de pilotos (15 na época) a mídia passou a chamar estes eventos dr aventuras de corridas de carros. A velocidade média desta prova foram incríveis 50km/h

Na década de 30 o epicentro do automobilismo brasileiro se muda para o Rio para as corridas no circuito da Gávea que era conhecido como o Trampolim do Diabo. Em 1933 acontece o 1⁰ Grande Prêmio Internacional da Cidade do Rio de Janeiro, inspirado pelas provas similares que aconteciam na Europa.

E em 1936 acontece 1⁰ Grande Prêmio Internacional da Cidade de São Paulo com largada na avenida Brasil e que registrou a maravilhosa velocidade média de 67km/h

Mas esse grande prêmio não teve um final feliz. Helle-Nice estava em 3⁰ lugar na prova quando um soldado atravessa a pista e é atropelado pela piloto, que depois perdeu o controle do carro atingiu um saco de areia de proteção e ainda uma multidão de espectadores. Essa tragédia deixou 5 mortos (entre eles o soldado e Helle-Nice) e 35 feridos. Está fatalidade chamou a atenção das autoridades sobre a necessidade de um espaço apropriado para realização das aventuras de corridas de carros.

A história do autódromo na verdade começa em 1926 quando Louis Romero Sanson faz o projeto do bairro urbano Balneário Satélite da Capital em um enorme terreno localizado entre as represas Billings e Guarapiranga. Inspirado na cidade Suíça de Interlaken e portanto o nome moderno da região de Interlagos. O projeto prévia grandes avenidas arborizadas, praça, quadras esportivas e um autódromo. Para tal convidou o urbanista Alfred Agache paea fazer o projeto. Mas apesar de um projeto muito antigo a ocupação do loteamento só iniciaria na década de 1970.

Sanson era considerado um louco em seu tempo além de iniciar a construção do autódromo em um terreno muito distante. Ele também iniciou a construção do aeroporto de congonhas (na região ma época era tudo mato), Trouxe areia de Santos e montou uma praia na represa de Guarapiranga, contruiu a ponte sobre o rio Jurubatuba e a estrada de Interlagos para dar acesso ao seu loteamento e ao autódromo com capacidade 144.000 pessoas.

Ele o primeiro autódromo da América Latina, uma dos mais modernos na época da sua construção e tinha extensão de 8km.

E em 12 de maio de 1940 o autódromo de Interlagos foi inaugurado com ingressos que iam de 5 contos a 400 contos, membros do automóvel clube e acionistas da Auto-Estradas tinha 50% de desconto.

Em 1971 o autódromo de Interlagos passa pela segunda reforma da sua vida desta vez para em 1972 abrigar pela primeira vez o Grande Prêmio de F1. Qua faria sua inauguração no Brasil.

Interlagos foi sede do Grande Prêmio Brasil de F1 de 1972 a 1977. Em 1978 foi disputado em Jacarepaguá no Rio de Janeiro. Em 1979 e 1980 em Interlagos, em 1981 a cidade não tinha verba para fazer as adequações exigidas pela FIA e o GP voltou ao Rio de Janeiro. E em 1989 foi o Rio de Janeiro que não teve verba padaria atender a FIA e o GP voltou para São Paulo até os dias de hoje.

Em 1985 o autódromo de Interlagos foi rebatizado de autódromo José Carlos Pace, grande piloto paulistano que morreu em 1977.

Em 1989 para trazer o GP de volta São Paulo o traçado teve que ser redesenhado para os novos padrões do automobilismo e o circuito passou a ter 4.309m e ganhou o icônico “S” do Senna.

A Semana do F1 em São Paulo é a semana com a maior taxa de ocupação dos hotéis da cidade, a cidade rica fervendo de atividades culturais e gastronômicas, sempre tem shows especiais.

Este ano vale destacar também que acontece burger fest com receitas exclusivas em muitas hamburguerias da cidade.

Se estiver por aqui aproveite que essa é uma melhores semanas do ano para estar em São Paulo.

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