Faz um tempo que não passo por aqui. Espero que estejam gostando de ver os antigos posts da Klab por aqui (dica: o Café com Alecrim foi um dos textos que mais gostei de escrever na minha vida, vale a leitura).
Cada vez mais eu atendo meus clientes particulares que vem daqui, do Instagram ou por indicação e menos trabalho pelo aplicativo da Uber. Mas mesmo assim a Uber não deixa de render boas histórias.
Numa agradável noite em São Paulo, estava sem clientes particulares rodando pela Uber. Embarco uma simpática moça e vamos conversando até seu destino. Ela me conta que veio de Cia. Norte para acompanhar um aluno dela que faria um desfile de suas peças em São Paulo para um concurso. Conversamos sobre os restaurantes da cidade e ela desembarcou em seu destino.
Na mesma noite alguns clientes depois embarco um divertido moço. Ele logo que entra já me diz: “Obrigado moço por aceitar a corrida. Você não sabe o que aconteceu eu não sou daqui, fui encontrar minha amiga neste restaurante ela não me disse que tinha dois restaurantes com o mesmo nome. Agora estou perdido e preciso encontrá-la e ela chamou o Uber para me levar no lugar certo.” Tranquilizei ele, seguimos em direção ao local correto e eu pergunto: “O senhor é de onde?” E a resposta veio: “Eu sou de uma cidade pequena perto de Londrina, não sei se o senhor vai conhecer chama Cia Norte”. Logo para meu espanto pergunto: ” por uma acaso o senhor é estilista e está em São Paulo para um concurso?” A resposta: ” Como o senhor sabe?”
São Paulo parece grande mas na verdade são muitos grupos pequenos que sempre transitam nos mesmos poucos lugares. Se você pensar na população de São Paulo, qual a chance de eu conhecer os dois na mesma noite em situações distintas? Mas se você levar em conta que eu só pego passageiros nos lugares onde meu público de viagens particulares anda. Talvez a chance não seja tão pequena assim.