Eu ouço música, e eu pesquiso muita música, a música é como mágica para mim. Eu admiro como as pessoas são capazes de compor sons tão harmoniosos em suas cabeças e conseguem transpor-los em realidade.
Muitas pessoas me perguntam se eu sou músico ou toco algum instrumento, talvez pelo menos extenso repertório musical no carro ou no meu interesse pela cultura musical, mas na verdade minha aptidão musical é nula ou inexistente, não nem ao menos capaz de cantarolar uma música no ritmo correto.
Talvez por isso minha relação de admiração e encanto com a música se assemelhe ao deslumbramento de uma criança ao ver um show de ilusionismo. Para mim são sons fantásticos que me motivam e me emocionam, mas que eu não tenho nenhuma compreensão de como é possível produzi-los.
Eu sempre gostei de estudar, investigar e se conhecer outras culturas e outros povos e na música não é diferente. a internet abriu uma infinidades de portas no meu universo musical.
Antes de conhecer os recursos musicais da internet eu podia perder horas em lojas como a Fnac ou a Virgin Music contemplando a diversidade musical e quando possível ouvindo as amostras possíveis de cada álbum, mas na maioria das minhas viagem a estas lojas não rendiam compras principalmente porque era muito difícil escolher um único CD.
Logo veio a possibilidade de pirataria pelo conversão de CDs em mp3s comecei convertendo meus próprios CDs e trocando com amigos e colegas e na faculdade havia no Grêmio uma locadora de CDs. Logo eu e o Urso começamos a locar os CDs e transforma-los em MP3 e geramos uma enorme coleção e passamos a vender CDs com as músicas que os clientes selecionavam do catálogo. Mais ou menos nesta época surge o Napster e eu começo através do Napster e obter acesso a gravações mais raras e começo a apreciar as versões, covers, demos e as sutil nuances de cada instância de gravação.
Logo o catálogo não estava mais a venda mas mantinha uma enorme coleção de gravações raras (nem sempre boas) que eram trocadas pela internet.
O Napster acabou sucumbindo aos enormes processos das gravadoras e acabou substituído pelo e-mule e posteriormente pelo torrent.
Ainda com todo esse acesso eu comprava CDs afinal esses maravilhosos artistas mereciam ser remunerados e a pirataria se concentrava nas versões e covers e gravações que eu não conseguia obter legalmente.
Um pouco mais a frente no tempo surgiram duas ferramentas que ampliaram muito meu repertório.
Primio o audiogalaxy que com base nos artistas que eu procurava ele me sugeria outros artistas que as pessoas que gostam daquele artista também ouvem.
E outro foi a loja do iTunes onde era possível comprar somente algumas faixas de um CD a um preço muito mais acessível.
Essa extensa coleção de música estava armazenada em um imenso HDD de 6TB . Que acabou por quebrar e não foi possível recuperar o conteúdo.
Então resolvi dar uma chance para um serviço que ainda estava começando pelo menos no Brasil o Spotify. Abri a minha conta no Spotify em 2015 menos de um ano depois de iniciar as operações no Brasil.
O Spotify não tem as muitas versões raras que gostava de ouvir, mas tem quase todos os artistas que conheci ao longo dos anos. E muitos cover fenomenais que aprendi a encontrar usando as playlists públicas e as descobertas da semana.
O Spotify também abriu a possibilidade de conhecer sonoridades de outros países aos quais não tinha acesso antes como músicas da Nigéria, Mongólia, Ucrânia, Azerbaijão e muitos outros.
Se você está curioso sobre o que eu ouço você pode ver meu as playlists do meu perfil aqui